Ver o dia a terminar do quarto de hotel. Sossegadamente.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
uma tarde doce
Apanhar as abóboras que o meu pai plantou na nossa mini horta e fazer doce numa tarde chuvosa, enquanto o filho mais velho e um colega estudavam na mesa da cozinha. Cortar, mexer, sentir os aromas a encher a cozinha e a inundarem a casa devagar. Partilhar frascos com amigos.
[abóbora, cenoura, açúcar amarelo, paus de canela, gengibre, água e leite de côco]
E se a abóbora abundar aí por casa, espreite aqui.
E se a abóbora abundar aí por casa, espreite aqui.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
manhãs
Relembrar uma manhã de sol numa manhã chuvosa. Porque como lia hoje "Every person needs hope planted at the bottom of their hole."
Procure o arco íris.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
domingo
manhã:
Falar com seis crianças acerca do facto do nosso Deus saber todas as coisas e de nos conhecer melhor do que nós mesmos nos conhecemos. Deus Omnisciente que escarafuncha bem dentro de nós e conhece todos os nossos dias antes mesmo de nenhum deles ainda ter surgido. Estar juntamente com irmãos e amigos ao redor da Palavra viva e da mesa. Mexer em panelas, cortar vegetais, lavar loiça. Conversar. Rir. Partilhar. Sentir a segurança de estar em casa. Observar crianças brincar juntas e bebés a gatinhar numa sala especial.
tarde:
Celebrar o aniversário de uma igreja amiga. Cantar hinos queridos. Rever amigos de sempre. Ouvir e dizer "gosto de ti". Receber e dar abraços.
Deus não é apenas bom... ele é muito, muito bom!
ousadia no meio da diferença
Para este menino de 6 anos, quase que o gel é o seu melhor amigo. Descobre de manhã que não há gel na casa? As lágrimas escorrem-lhe pela face. Foi o caso de hoje. Na verdade, desta vez ainda havia um resto peganhento no fundo da embalagem, mas achei que era dia de manter aquele cabelo ao natural, sem extras, nem que fosse por um só dia. Foi uma novela dramática.
Mas não vos quero falar do cabelo do Marcos e do seu gel grudante, mas de outra coisa mais interessante.
Há duas ou três semanas atrás vimos em família o filme Deus não está morto, dobrado em português, para os miúdos acompanharem. Também não vos vou dar a minha opinião acerca do mesmo, apenas contar a coisa boa que aconteceu depois dele.
O Samuel viu o filme duas vezes [em dias diferentes] e não foram poucos os momentos em que se emocionou.
O Jojó e o Marcos, já deitados nas camas, fizeram perguntas e mais perguntas. Daquelas pensadas que apetece mesmo responder. O Jónatas até chegou a pedir-me para traduzir esta música, que no filme não é dobrada. O Marcos falou da conversão de Saulo na estrada de Damasco, do céu, de batismos e mais umas tantas coisas, que eu, confesso, ouvi um tanto admirada, pensando para mim que o menino que parece sempre estar noutra, a brincar e na palhaçada, tem ouvido, interiorizado e entendido muito mais do que eu julgava. O coração chorou de alegria, diante do facto de mais uma vez constatar a bondade de Deus para connosco e de O ver a trabalhar na vida de pequeninos.
Entretanto, relata-me o seguinte, passado na escola com um colega da turma.
Diogo: Deus não existe!
Marcos, com um sorriso: Pira-te, Diogo! Tu não existes! Foi Deus que fez todas as coisas!
Marcos, com um sorriso: Pira-te, Diogo! Tu não existes! Foi Deus que fez todas as coisas!
sábado, 4 de outubro de 2014
doces leituras
Porque perder tempo a desfolhar livros infantis é das coisas que mais prazer me dá. Um após outro. Beber as palavras, sonhar com as ilustrações, imaginar o que não se lê, mas à mesma se vê. Ah!!! Deixem-me por aqui. Vou demorar.
O relógio persegue o tempo,
admira-lhe a cor dos cabelos
e a maneira certa de andar.
Mas pára por vezes sem corda
e as horas se descontrolam....
Quem lhe abre o coração
pergunta-lhe então pelo tempo
e ouve um suspiro magoado.
Em silêncio dá-lhe corda
e as horas entram na roda.
O tempo sabe esperar.
em " Pequeno livro das coisas"
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
terça-feira, 30 de setembro de 2014
leituras a 2
Porque há algo tranquilo nesta coisa de mergulhar num livro, sabendo que à nossa frente alguém faz o mesmo. Ainda que seja com um jornal.
Pinto cruzamentos, interseções de ruas, de avenidas. Nem imagina até que ponto a vida num cruzamento tem uma enorme riqueza de pormenores. Umas pessoas correm, outras procuram o seu caminho. Encontram-se lá locomoções de todos os tipos, carroças, automóveis, motocicletas, bicicletas; peões, distribuidores de cerveja a empurrar os seus carrinhos, mulheres e homens de todas as condições acotovelam-se, incomodam-se, ignoram-se ou cumprimentam-se, empurram-se, insultam-se. Um cru...zamento é um local apaixonante!
- O senhor é mesmo um sujeito estranho, senhor Daldry.
-Talvez, mas tem de reconhecer que um campo de papoilas é de um tédio mortal. Que acidente da vida pode produzir-se ali? Duas abelhas que se entrechocam em voos rasantes? Ontem, instalei o meu cavalete em Trafalgar Square. É muito complicado encontrar lá um ponto de observação satisfatório sem levar empurrões permanentemente, mas eu começo a ter prática e estava num bom sítio. Uma mulher, assustada com uma chuvada repentina, e que provavelmente queria proteger o seu ridículo carrapito, atravessou o largo sem tomar precauções. Uma carroça puxada por dois cavalos deu uma valente guinada para a evitar. O cocheiro teve perícia, porque a senhora em causa safou-se apenas com um grande cagaço, mas os tonéis que iam na carroça caíram na calçada, e o elétrico que vinha em sentido contrário nada pôde fazer para os evitar. Com o impacto, uma das pipas de cerveja explodiu literalmente. Uma torrente de Guiness derramou-se na calçada. Vi dois bêbados prontos a deitarem-se no chão para matar a sede. Poupo-a aos pormenores sobre a discussão entre o condutor do elétrico e o dono da carroça, sobre os passantes que se meteram na conversa, os polícias que tentaram pôr alguma ordem no meio daquela barafunda, o carteirista que aproveitou a confusão para ganhar o dia, enquanto a principal responsável pelo caos se escapulia em bicos de pés, envergonhada com o escândalo provocado pela sua falta de cuidado.
- E o senhor pintou tudo isso?- perguntou Alice, estupefacta.
- Não, naquela altura contentei-me em pintar o cruzamento...
- O senhor é mesmo um sujeito estranho, senhor Daldry.
-Talvez, mas tem de reconhecer que um campo de papoilas é de um tédio mortal. Que acidente da vida pode produzir-se ali? Duas abelhas que se entrechocam em voos rasantes? Ontem, instalei o meu cavalete em Trafalgar Square. É muito complicado encontrar lá um ponto de observação satisfatório sem levar empurrões permanentemente, mas eu começo a ter prática e estava num bom sítio. Uma mulher, assustada com uma chuvada repentina, e que provavelmente queria proteger o seu ridículo carrapito, atravessou o largo sem tomar precauções. Uma carroça puxada por dois cavalos deu uma valente guinada para a evitar. O cocheiro teve perícia, porque a senhora em causa safou-se apenas com um grande cagaço, mas os tonéis que iam na carroça caíram na calçada, e o elétrico que vinha em sentido contrário nada pôde fazer para os evitar. Com o impacto, uma das pipas de cerveja explodiu literalmente. Uma torrente de Guiness derramou-se na calçada. Vi dois bêbados prontos a deitarem-se no chão para matar a sede. Poupo-a aos pormenores sobre a discussão entre o condutor do elétrico e o dono da carroça, sobre os passantes que se meteram na conversa, os polícias que tentaram pôr alguma ordem no meio daquela barafunda, o carteirista que aproveitou a confusão para ganhar o dia, enquanto a principal responsável pelo caos se escapulia em bicos de pés, envergonhada com o escândalo provocado pela sua falta de cuidado.
- E o senhor pintou tudo isso?- perguntou Alice, estupefacta.
- Não, naquela altura contentei-me em pintar o cruzamento...
[ Marc Levy, em "A estranha viagem do Senhor Daldry"]
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
regresso.
Mergulhar com seis crianças nesta verdade. Temos um Deus omnisciente, que conhece todas as coisas. O futuro para Deus é igual ao dia de ontem, na medida em que nada consegue apanhá-Lo de surpresa e Ele já conhece o nosso fim ainda antes do nosso princípio. Nesta certeza podemos repousar seguros.
sábado, 27 de setembro de 2014
conversar com o Criador
Orar de joelhos e olhos fechados, dentro de portas ou de olhos abertos, caminhando por ruas desertas. Ele está à distância de uma oração, sempre.
conversa debaixo do arco íris
Esperar com o mais novo que o treino do filho do meio terminasse e saborear cada pedacinho da conversa a dois. Descobrir juntos as cores do arco íris.
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sky and clouds
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
segurança
É muito bom descansar na certeza de que há um Deus sábio e poderoso, que tem as estações do ano e o tempo nas Suas mãos. O Verão pode trazer chuva e o Outono calor... Ele sabe!
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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
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