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sexta-feira, 10 de abril de 2015

quando há vida que salta das cordas.

 
Este filho surpreende-me a cada dia, na sua ousadia para coisas que eu nunca tive.
Gosta de música e passa o tempo a cantar, como eu. Tem jeito para tocar, como o pai. Mas há algo que é muito dele. A coragem que tem em testemunhar de Cristo através da música na sua escola. Na verdade, tal ousadia não virá dele mesmo.
São muitos os dias em que leva a viola ou a guitarra eléctrica para tocar na sala para os colegas. A prima Isaura volta e meia acompanha-o a cantar. A professora diz que gosta muito de ouvi-los e que acalmam a turma.
Certo dia, uma professora de outra turma foi embora e a professora do Jónatas pediu para ele tocar-lhe uma música de despedida. A dita senhora levou com o côro "Andam procurando a razão de viver".
Numa outra altura, receberam a visita de um padre na sala. Ele e a prima deram uma prenda ao senhor. Cantaram o cântico "Por tudo o que tens feito".
Ensina músicas e ensaia com os colegas. Formou uma banda com dois amigos. Nesta semana, segundo ele, fizeram uma versão rock do "Sê firme, sê forte".
Ontem, no regresso da escola, o Marcos contava que o mano havia dado o primeiro concerto no recreio. Alunos, alguns auxiliares e uns tantos professores juntaram-se para ouvir ele e os colegas. Tocou os coros que sabia tocar na viola e também os que não sabia. Diz que inventou as notas. As músicas do XNC, Pontos Negros e Tiago Lacrau levaram com uns acordes estonteantes.
O que me comove nisto tudo não é o facto dele tocar para outros. Não me interpretem mal, amo o facto dele gostar de música e de tocar. Mas o que mais me emociona e faz orar é o seu à vontade para falar de Deus diante de um mundo que O rejeita. Fá-lo com uma naturalidade que eu não tinha, na idade dele e que, ainda hoje, talvez não tenha. É aqui que o meu filho é exemplo para mim. No ser destemido em afirmar sem qualquer barreira aquilo no qual o seu coração crê. Sem rodeios. Preciso ser mais como ele. Oh, como preciso!
 

segunda-feira, 23 de março de 2015

até breve!

A Kara casou no mesmo ano que eu, 1998, mas deixa a sua família, marido e 4 filhos, antes do humanamente esperado. Ontem, regressou a casa. Está em festa no céu!
O coração da nossa família está com os seus familiares e amigos e carregamo-los nas nossas orações. A vida aqui é tão breve. A eternidade tão imensa e perfeita!
 
"Ela acreditava que o sofrimento não era a ausência de beleza, mas uma oportunidade de compreender o amor de Deus mais profundamente."
 
[Blythe Hunt, acerca da amiga Kara Tippetts]

uma carta muito especial

Ontem, depois de ter falado na classe da escola dominical em Mateus 13.44-46, fui relembrada de uma carta que li há 3 anos atrás, no livro "Meu coração nas mãos de Deus", que conta a vida da missionária Ann Judson na Birmânia. A carta foi escrita por Adoniram ao seu possível sogro, em Julho de 1810 e as lágrimas rolaram a primeira vez que a li.

 " Agora, tenho de perguntar se o senhor pode consentir em separar-se da sua filha no início da primavera, para nunca mais vê-la neste mundo; se o senhor pode consentir que ela vá para uma terra pagã e sujeite-se às durezas e sofrimentos de uma vida missio...nária; se pode consentir que ela se exponha aos perigos do oceano, à influência fatal do clima do sul da Índia, a todo o tipo de necessidade e aflição, à degradação, insultos, perseguição e, talvez, até a uma morte violenta. O senhor pode consentir isso, por amor Àquele que deixou Seu lar celestial e morreu por ela e pelo senhor; por amor das almas perdidas e imortais; por amor de Sião e da glória de Deus? O senhor pode consentir tudo isso, nas esperança de logo se reencontrar com a sua filha no mundo da glória, trajando uma coroa de justiça, abrilhantada pelas aclamações de louvor dos pagãos salvos, livres de dor e desespero eterno, através do trabalho de Ann?"

Vidas que vivem para o reino. Porque tudo o mais é insignificante quando a ele comparado.

quarta-feira, 11 de março de 2015

viver, olhando para o Alvo!



Há manhãs cheias de tanto! Cheias de vida. Manhãs cheias de Cristo!
Ouvir o testemunho da irmã Magali Luz, uma serva de Deus, missionária em Portugal, foi um prato cheio. A sua presença tranquilizante, as suas palavras doces, sábias e encorajadoras cativam, prendem, sossegam. Se é com emoção e algum deslumbramento que ouvimos o testemunho de alguém assim, imaginem o que será ver Jesus face a face! Sim, porque o nosso deslumbramento não está na pessoa em si mesma, mas naquilo que Cristo tem feito nela e através dela. O que nos atrai é ver Cristo na pessoa. É olhar para uma caminhada que é feita lado a lado com Ele. Foi um bálsamo.
Grata pelas vidas que Deus transforma, chama e usa para inspirar outras. Pelo privilégio de aprender com mulheres cristãs mais velhas, mais experientes e sábias do que eu. Pelo exemplo de obediência e dependência da Palavra e oração. Viver no mesmo compasso de Cristo, no Seu ritmo. Ultrapassar dificuldades com a certeza de que os nossos dias aqui são nada, a não ser que sejam vividos para Ele. Caminhar sem medo. Refrescante como uma brisa de Verão, porém profundo, com tanto para absorver, digerir, aprender e trabalhar. 
Mais de Cristo, mais do Seu amor e da Sua graça, para os meus olhos, boca e ouvidos. Mais dEle! Sempre!
 
Como disse a ir. Magali, “Precisamos deixar invadir-nos pela eternidade.”
Que assim seja.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

a formiguinha guerreira



A vontade de segurar a pequena Taissa há muito que era gigante. O dia chegou. A hora e meia em que estive com ela voou. Os seus olhos azuis fisgaram-me.
Os outros problemas ficaram mais pequenos perante a sua luta e os olhos da fé foram alargados com o testemunho do pai Paulo.
A Taissa é uma menina doce que nasceu com trissomia 18 total, uma desordem genética do cromossoma 18 que é mortal. A maioria dos bebés morre antes de nascer e quando nascem não sobrevivem ao primeiro ano de vida. Ora bem, a nossa formiguinha celebrou um ano na semana passada. É uma guerreira! Contra todas as possibilidades médicas, nestes casos, já combateu 10 pneumonias!
Conhecer a menina pela qual orava há tantos meses foi emocionante e foram várias as vezes em que precisei conter-me para não desabar.
Conhecer a história dos seus pais, da sua família foi inspirador. Palpar a fé deles foi comovente e fez-me sentir pequena. Saber das vidas que, desde o hospital onde ela está internada a um ponto longínquo do globo têm sido tocadas através do testemunho deles foi uma alegria. Ah... os misteriosos propósitos de Deus! Cada detalhe tão bem entrelaçado! Lembrar que a oração une os filhos de Deus diante do trono dAquele para quem o futuro é igual ao passado, pois foi já Ele que o escreveu.
Não sei quantos serão os dias da Taissa aqui, se menos ou mais do que os meus, sei porém que, o Deus que a criou e dela amorosamente tem cuidado, tem o melhor preparado para cada um daqueles que Lhe pertence. Nos Teus braços, Pai!
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

manhãs que são benção!

[foto da Rute, tirada pelo Rúben]

As quartas feiras são especiais. Especiais porque estou com irmãs na fé e amigas, estudando a Palavra, orando, partilhando. Carregamo-nos umas às outras em oração e isso é verdadeiramente precioso.
Esta semana tivemos connosco a Marta Oliveira, que está há dois anos e meio no Mississippi com a sua família. Ouvir o que Deus feito na vida de outros é sempre um privilégio, uma inspiração. Grata.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

quando os pequeninos falam...

Esta manhã, na terapia da fala.
[...]
Marcos, 6 anos: A minha mãe sabe tudo!
médica: A mãe sabe muitas coisas, mas também não sabe tudo! Não há ninguém que saiba tudo!...
Marcos: Há, há! Deus sabe tudo!
médica: Hum... Pois... O pai Natal também!
Marcos: Não, não! Só Deus é que sabe tudo!
médica: Às vezes eles falam um com o outro...
Marcos: Não, não! Só Deus é que sabe tudo! E o pai Natal nem sequer existe!
[ligeira pausa]
médica: Janela. Ja!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

ousadia no meio da diferença

 
Para este menino de 6 anos, quase que o gel é o seu melhor amigo. Descobre de manhã que não há gel na casa? As lágrimas escorrem-lhe pela face. Foi o caso de hoje. Na verdade, desta vez ainda havia um resto peganhento no fundo da embalagem, mas achei que era dia de manter aquele cabelo ao natural, sem extras, nem que fosse por um só dia. Foi uma novela dramática.
Mas não vos quero falar do cabelo do Marcos e do seu gel grudante, mas de outra coisa mais interessante.
Há duas ou três semanas atrás vimos em família o filme Deus não está morto, dobrado em português, para os miúdos acompanharem. Também não vos vou dar a minha opinião acerca do mesmo, apenas contar a coisa boa que aconteceu depois dele.
O Samuel viu o filme duas vezes [em dias diferentes] e não foram poucos os momentos em que se emocionou.
O Jojó e o Marcos, já deitados nas camas, fizeram perguntas e mais perguntas. Daquelas pensadas que apetece mesmo responder. O Jónatas até chegou a pedir-me para traduzir esta música, que no filme não é dobrada. O Marcos falou da conversão de Saulo na estrada de Damasco, do céu, de batismos e mais umas tantas coisas, que eu, confesso, ouvi um tanto admirada, pensando para mim que o menino que parece sempre estar noutra, a brincar e na palhaçada, tem ouvido, interiorizado e entendido muito mais do que eu julgava. O coração chorou de alegria, diante do facto de mais uma vez constatar a bondade de Deus para connosco e de O ver a trabalhar na vida de pequeninos.
 
Entretanto, relata-me o seguinte, passado na escola com um colega da turma.
Diogo: Deus não existe!
Marcos, com um sorriso: Pira-te, Diogo! Tu não existes! Foi Deus que fez todas as coisas!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

vidas que inspiram





Começa mais uma semana e... não estamos sozinhos!