sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Parabéns, filhote grande!

Porque para nós o último dia do ano tem um significado extra especial...
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E parece que foi ontem que descobria que tanto iria mudar no meu mundo. Passei-o a ver com outros olhos.
Uma amiga, quando eu estava grávida de cinco meses, disse-me que já estava com olhar de mãe. Na altura não percebi muito bem. Agora entendo.
O Samuel ensinou-me a ser mãe. A começar a sê-lo, pois a aprendizagem é sem dúvida diária. Mas foi com ele que descobri um mar de sentimentos que desconhecia. Enriqueceu-me a alma. Abriu a primeira página de um livro sem fim, sempre emocionante.
Estou grata pela sua paciência para comigo.
A ti, meu amor, espera-te uma longa carta.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Os filhotes mais velhos tiveram uma saída só com o papá e foram ao cinema ver o filme "Entrelaçados". O Jojó está doentito, mas insitiu em ir mesmo assim. Eu tentei fazer algumas folhas de scrapbook para os anitos do Samuel que estão mesmo à porta. Gosto de fazê-lo. É personalizado, original e comporta um mundo de memórias e carinho nas suas páginas. Tenho pena de não conseguir fazer tanto quanto gostaria. Em andamento, durante esta noite...
(sis, bigada pela ajuda.)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

{adoçando a imaginação}


O Buzz, o Woody e o Homem-aranha têm passado por cá nos últimos dias, trazendo uma mão cheia de aventuras e sorrisos. A imaginação tem voado e às vezes sabe mesmo bem voar com ela.


O livro "A que sabe a lua" foi uma das mais recentes aquisições. E tal como as roupas e vestes que retiram do baú, também faz sonhar.

Um restinho de ano doce, simples e repelto de imaginação e histórias para cada um.

porque para nós o Natal dura três dias...


from the last days...







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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Desejamos a cada um de vós que passa por aqui, um Natal especial e caloroso.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fecho os olhos devagar. Lentamente as vozes ecoam na minha mente. Uma e depois outra. Os Natais são sempre nostálgicos. Trazem consigo memórias que parecem esperar para desabrochar nesta altura do ano. Ganham nova vida e espreitam com mais intensidade. Um som, uma palavra, uma música, um cheiro... e tudo volta como se ontem tivesse sido vivido.
Vejo perfeitamente o sorriso querido da minha avó Guida e da Mimi. Ouço a campaínha do prédio a soar, os passos que sobem as escadas, enquanto eu corro ao encontro delas. As filhoses de abóbora sorriem orgulhosas ao entrar, acompanhadas pela tarte de amêndoa e os queques de cenoura fofos. Ah... mas nada como o abraço terno da minha vovó e sentir a sua mão a pegar na minha docemente. A casa cheira ao arroz doce da minha mãe e ao pinheiro de Natal. Na televisão vê-se os filmes de Fred Astaire, o ET e Música no Coração, em família. Depois do jantar chega o momento mais ansiado, a música. Os hinos de Natal cantados a vozes. O clarinete do meu pai e a flauta do meu mano cruzam-se alegremente com os risos francos quando o engano surge e dá direito às cócegas nos joelhos um do outro. No escuro, a sessão de slides recordando outros tempos, tal como eu recordo os de então agora. A história do nascimento de Cristo novamente contada, maravilhando-me como se pela primeira vez a ouvisse.
Aquele sentimento de aconchego, segurança e paz que nos diz que não havia outro lugar no mundo onde preferíssemos estar inunda-nos.
Hoje, fecho os olhos devagar.

{old friends}












"old friends". verdadeiros tesouros. conhecem a nossa história lá atrás. viveram-na conosco. continuam presentes. aquecem o coração. adoçam os nossos dias.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

nos dias que antecedem o Natal...

... há bolos coloridos ao pequeno-almoço (há que ganhar energia logo pela manhã...)
...embrulham-se prendas com folhas de jornal e revistas e imagens de calendários, postais, etc.



...deita-se bem mais tarde do que o habitual em tempo de escola e passa-se o serão a preparar surpresas.


...faz-se maluquices em casa dos padrinhos/tios.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

{today, was a good day.}

"Hoje foi um bom dia". É uma das expressões que volta e meia ouvimos. Parece-me bem aplicá-la ao dia de hoje.
Foi um dia simples. Caseiro, com os filhotes e o Flippy. Passei o dia de volta do forno a fazer alguns bolos para distribuirmos no final do dia pelas casas de alguns amigos e familiares. Acho que começámos uma tradição natalícia.

Se há dias em que não ter um plano de actividades para os miúdos não dá bom resultado, este não foi um deles. O Sammy fez alguns dos trabalhos de casa que trouxe para efectuar nas férias, com entusiasmo e vontade de aprender. Depois das letras e pinturas, foi vê-los passar por mim, sempre com alguma na manga. As ideias cruzavam-se no ar. A mesa e o chão da sala indicam que houve actividade. Papéis, brilhantes, colas, canetas e afins. Tudo numa alegre confusão.
O Jojó, de vez em quando, vinha sentar-se ao meu lado na mesa da cozinha, também ela cheia. De brinquedos que o Marcos foi deixando ao longo do dia, livros e materiais de trabalhos manuais. Enquanto eu escrevia, o Jónatas pegou num livro com receitas de bolos, tartes e outras coisas deliciosas e perguntou: "Isto é o quê?" Lá lhe expliquei que era um livro com receitas de bolos e tal. "Uau!" Disse-o de uma forma expressiva que me fez sorrir. "Isto é muito importante para ti, não é?" Ah... o meu menino mexido anda atento.

Bricaram às escondidas. Até mim chegou a seguinte conversa:
-Conta até trinta! -disse o Sammy ao mano Jojó.
-Mas eu não sei! - respondeu o mano com uma voz meio aflita.
-Três vezes até dez!- gritou ele de longe. - Marcos, não venhas atrás do mano!
-Está bem.- respondeu ele num tom resignado. E correu a esconder-se na dispensa. Mas voltou de lá num ápice.- Tenho medo!- E lá foi ele atrás do mano grande.



Foi um dia sem televisão. Não houve personagens nem sons intrusos a chegarem até nós cheios de cor, atordoando a imaginação e tornando-a preguisoça. Criaram as suas próprias personagens, histórias e sons. A sua própria música. Construíram tendas, castelos, muralhas e fortalezas em conjunto. Fizeram espadas com cartolinas e encheram-se de munições feitas de bolas de jornal com fita cola, guiados e ajudados pelo mano mais velho. Colocaram-nas dentro de caixas de cartão. Enfrentaram dragões, salvaram amigos em apuros e procuraram o cristal mágico. Foram cavaleiros corajosos por uma tarde. Pena não ter gravado os diálogos entre eles. Foi uma delícia ouvi-los e vê-los a brincar, a imaginar. Fez-me pensar em como é bom brincar e em como eu gostava de sonhar e inventar quando era criança. Uma capacidade que tende a fugir com as responsabilidades da vida e com o crescimento. Se bem que a palavra crescer é tão complexa como a mente que imagina. Desde miúda que me habituei a ouvir os outros dizerem que sou uma sonhadora. Não me importo. Na verdade nunca me importei. Não ser uma sonhadora, isso sim, asssustar-me-ía. Por isto e todos os detalhes bonitos que ver manos brincar em conjunto traz consigo, repito: hoje, foi realmente um bom dia.
Há fins de semana que realmente não correm como planeados. Este foi um deles. Encontro com uma amiga que não via há 18 anos, jantar com amigas do Secundário, festa de anos de uma prima, festa de Natal de uma igreja amiga... ficou tudo no meu pensamento.

Mas consegui estar na festa de Natal da minha igreja, no domingo de manhã. Foi um prazer participar com cada um, pequenos e graúdos e vê-los cantar com alegria e entusiasmo, celebrando a vinda dEle. Pena ter-me esquecido de dar a máquina fotográfica e de filmar a alguém...

Cá por casa, nos próximos dias, estaremos a acabar algumas surpresas para o Natal. Algumas tive que deixar para mais tarde... há alturas em que o relógio poderia andar mais vagarosamente. Avizinham-se bons cheiros na nossa cozinha nas próximas horas.
A história do Natal continuará a ser lembrada com os filhotes. A mais bela das histórias. A mais simples e complexa. Aquela que mudou o rumo da história e tem poder para transformar. Aquela que me continua a fascinar.

Já o vi nuns tantos blogues amigos, mas não resisto. Espreitem aqui. (obrigada à Sara Pinto por mo ter enviado.)

páre! beba um chá.

Na semana passada eu e o Tim estivémos aqui. Um refúgio delicioso no meio das ruas cinzentas da cidade. É uma casa de chá, mas não só. Para além dos 90 chás que tinhamos à disposição, havia ainda chocolate quente e cafés de aromas vários. Scones, bolos caseiros, artesanato e arte de autor. O local ideal para fazer uma pausa de manhã, à tarde ou à noite, pois o horário é bastante alargado. Um ambiente acolhedor e muito, muito apetecível. Certamente voltaremos em breve.