quinta-feira, 26 de setembro de 2013

momento starbucks

[dia passado em lisboa, há dois anos atrás.]
 
 



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

para lembrar uma e outra vez

Ninho vazio. Já todas as mães ouviram a expressão. Umas já passaram pela experiência, outras ainda estarão um pouco longe dela, outras nem tanto assim. A expressão refere-se ao período após os filhos crescerem e saírem de casa.
Lembro-me de chorar quando o Samuel era ainda bebé, ao ver um episódio da série "Quem sai aos seus", em que o filho mais velho, Alex, saía de casa para ir para a faculdade. O Samuel era bebé e estava a dormir nos meus braços. Talvez as hormonas ainda não estivessem todas no seu devido lugar, mas o facto é que chorei e não foi pouco.
Ninho vazio. Às vezes esta realidade, que um dia certamente chegará, fica longe de nós, especialmente em dias mais caóticos.
Um bebé irritado devido aos dentes que estão a nascer, um xixi fora do alvo, crianças a brigar ou sem vontade de fazer os trabalhos de casa. Comida por fazer, casas viradas do avesso, roupa para lavar em escalada até à chaminé, casas de banho transformadas em piscina, marido que liga a avisar que chega mais tarde a casa. É então que gritamos, mesmo que para dentro: "Mas quando é que vocês crescem e agem como gente grande?" E eles farão isso.
- Meninos, vão brincar lá para fora, mas fechem a porta!- E eles vão fechar.
Arrumamos os quartos e descobrimos 1001 coisas pequeninas debaixo das camas. Pomos no lixo autocolantes e brindes partidos dos cereais, esticamos os lençóis da cama que parecem ter sido apanhados por um ciclone durante a noite, colocamos os brinquedos nas respectivas caixas, os livros nas prateleiras, os animais e carros nos devidos cestos. E dizemos em voz alta:
- Tentem manter o quarto arrumado até chegarem as visitas!- E assim será.
Preparamos um jantar delicioso com uma salada de agrião, um peixe cheio de especiarias e um bolo sem marcas de dedinhos na cobertura  e iremos come-lo sozinha ou a dois.
Pedimos privacidade quando estamos ao telefone, para realmente conseguirmos ouvir alguma coisa do outro lado da linha e nos concentrarmos na conversa.
- Nada de equipas de demolição, ringues de boxe, polícias e ladrões ou danças à minha volta, entenderam? Silêncio!- E vamos tê-lo.
Não haverá mais toalhas com pequenas nódoas de molho na mesa. Não precisaremos de proteger o sofá da sala com capas e não encontraremos surpresas nas cadeiras da cozinha. Não acharemos molas debaixo do sofá nem tropeçaremos em nenhum carrinho. Ninguém entornará a água ou o sumo durante a refeição nem haverá migalhas de bolacha pelo chão da casa nem papelinhos esquecidos com recadinhos ou desenhos. Não passaremos noites à beira de uma cama por causa de uma dificuldade em respirar, dor ou febre. Não encontraremos mais areia dentro dos ténis, nos bolsos dos calções ou até mesmo dentro da cama. Não teremos narizes ranhosos para limpar nem precisaremos de uma mala gigante onde guardar mil e uma dezenas de coisas e coisinhas. Não haverá papelinhos de rebuçados no carro nem a necessidade de perguntar "Já puseram o cinto?".
A voz não ficará mais rouca de tanto ler histórias nem a cara lambuçada de beijinhos peganhentos. Vamos apertar menos atacadores por dia, dar menos vezes copos de água e menos abraços. Todos os filmes estarão dentro das respectivas capas e não haverá um menino a cantar nem outro a chamar mamã vezes sem conta. Não mais nos levantaremos de noite para levar alguém à casa de banho nem para ter a certeza que estão mesmo tapados numa noite mais fria. Nada de reuniões de pais, nem treinos, nem jogos, nem festas de aniversário a cada fim-de-semana.
Imaginem só. Dormir a noite toda.  Conseguir ter uma conversa sem ninguém a puxar-nos a saia. Ver um filme do início ao fim. Estar na casa de banho sem ninguém nos bater à porta, várias vezes. Ter a roupa sempre limpa, sem nódoas. Comer um chocolate inteiro. Ter a fita cola sempre no lugar e as canetas tapadas, os sapatos alinhados na sapateira. Poder estar doente e descansar. Andar pelo quintal sem receio de levar uma bolada na tola ou ser atropelada por uma bicicleta.
Nada de risinhos no escuro do quarto, à noite. Nada de histórias mirabolantes nem beijinhos à chinês ou borboleta. Nada de joelhos para curar e desenhos colados no frigorífico. Nada de ensinar a ler e a escrever. Nada de plasticina colada ao chão. Nada de perguntas sobre Deus. Nada de abraços inesperados.
Só uma voz a gritar: Porque é que tu não cresces?
E o silêncio responde: Cresci!
 
[inspirado numa história que li há uns anos]

debaixo de um céu deslumbrante...


... joga-se à bola, lancha-se, faz-se os trabalhos de casa, ri-se com amigos de palmo e meio, escreve-se, lê-se, desfruta-se da luz do final da tarde e claro, olha-se para cima.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O entusiasmo que sinto não vem de uma música bonita ou de um tempo de louvor estonteante. Vem exclusivamente da compreensão profunda da Palavra e do Deus que tenho. De uma visão renovada daquilo que Deus é. Mais valioso e digno do que todos os oceanos, estrelas, montanhas e árvores juntos. Do que todas as coisas belas do universo. Compreensão renovada do meu terrível pecado diante do Deus santo. E o sentimento é tão grande que há esta necessidade de o partilhar, de dizer ao mundo, de ensinar de forma entusiástica os meus filhos. De ansiar pelo momento calmo em que nos sentamos em redor das Escrituras e aprendemos mais acerca deste Deus e O adoramos juntos. Em alguns momentos consigo apenas prostrar-me aos Seus pés, em adoração, rendida, pedindo orientação para guiar os meus filhos, de modo a que os leve a conhecer e amar este Deus grande.

E porque há textos que falam por si, deixo-vos este.

pecado

Porque é que o pecado é tão terrível? Porque é cometido contra Deus! Como podemos não tremer diante disso? Porque não compreendemos o que isso significa. Porque não sabemos o quão glorioso, santo e digno Deus é! É algo terrível quando percebemos contra quem pecamos. Não pecamos contra um pequeno líder de uma simples cidade, mas contra o Rei da Glória, Aquele que está assentado no mais alto e sublime trono.
Imagina isto por um momento. Deus, no dia da criação, a dizer aos planetas que se coloquem em determinada órbita no espaço, e todos eles se curvam e dizem "Amém!" e Lhe obedecem. Ele diz às estrelas que ocupem os seus lugares no céu e sigam à risca o Seu decreto, e elas todas se curvam e Lhe obedecem. Ele diz às montanhas que se ergam e aos vales que se afundem, e eles curvam-se e  adoram-nO. Ele diz ao bravo mar: "Tu virás até este ponto e daqui não passarás", e o mar adora-O. Porém, quando Deus te diz: "Vem!", tu dizes: "Não!"

-Paul Washer-

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

sabe bem começar assim uma semana



Não temos moral para crer que Jesus nos salvou na cruz se achamos que Ele não pode fazer algo bom através do nosso sofrimento. Se Deus não tivesse o poder de dominar e controlar o sofrimento nunca nos poderia ter salvo na cruz.
-Pr. Tiago Cavaco-

tão bons!

os gelados amorino nunca dececionam.

artistas de rua em Lisboa





vejo este cenário diariamente e nunca me canso dele.



sexta-feira, 20 de setembro de 2013

encontros


 
Nas coisas simples, sou lembrada que o Deus que comanda o mundo fá-lo de uma forma completamente perfeita. Podemos constatar isto também através da natureza. Cada detalhe desenhado e programado. Cada movimento no tempo certo. Assim o faz na minha vida.

conferência Fiel

Dias gastos a escutar as escrituras, a ouvir atentamente a voz de Deus. Ouvir o Pr. Franklin Ferreira e o Pr. Paul Washer foi avassalador. Na realidade acho que não encontro palavra que o descreva melhor. No último dia da conferência tive um leve, muito leve gosto do que deverá ser passar por um avivamento dado por Deus.
O Evangelho da Bíblia pregado de forma fiel e profunda  por homens humildes que entendem o que Deus é e o que nós somos. Que possuem uma paixão e gratidão ardente pelo Mestre que transborda para fora de uma forma perfeitamente visível.
O Evangelho é simples na sua essência, apesar de ser complexo ao ponto da busca da sua compreensão profunda jamais chegar ao fim. É poderoso. Poderoso para salvar o homem miserável.
Um contraste gigante com o evangelho barato e superficial que se vai espalhando ao nosso redor nos dias de hoje. No Evangelho fiel há poder garantido na Palavra que transforma. O completo em contraste com o vazio e oco. Uma amiga descreveu muito bem o que também eu sinto. Estou minúscula. Olhar para Deus, para tudo o que Ele é e contemplar a Sua glória, santidade, justiça, total perfeição, deixou-me assim. Um micróbio. Posso apenas depender e olhar mais para o Rei da glória e implorar misericórdia.
 
 
O cristão tem uma nova natureza, é uma nova criatura. Tem um gosto exclusivo por justiça e o seu coração tem sido de tal modo alargado que nada neste mundo pode satisfaze-lo. E se alguém lhe tirar tudo, não será esmagado. O Único que o pode preencher é Deus. O Único que o pode tornar completo é Cristo. Quanto mais conhecer acerca dEle, mais as suas afeições irão brotar e crescer. Mais separará tudo o resto para estar com Ele.
 
Quantas vezes Adão e Eva pecaram antes serem expulsos do jardim? O que é que eles fizeram? Qual foi a consequência? A humanidade foi castigada.
 
Não fomos salvos do pecado, mas da ira de Deus. Fomos salvos de Deus, por Deus e para Deus.
Na cruz, justiça e amor encontraram-se em harmonia.
 
Amar a Deus de todo o nosso coração, com toda a nossa alma e toda a nossa força. Em nenhum momento da nossa vida conseguimos cumprir isto. Em momento algum da história um homem amou o Senhor com todo o seu coração, alma e força. Mas em Jesus não houve um único momento em que isso não acontecesse. Ele fez com a Sua vida algo que nenhum homem conseguiu fazer em toda a história humana.
 
Viver uma eternidade no céu tornar-se-á algo aborrecido?
Eternidade é igual a um Deus infinito, de infinita glória. De tal maneira que, ao fim de mil eternidades ainda não conseguimos começar a ter um pequeno vislumbre do início da Sua beleza, nem começámos ainda a compreender a o Evangelho.
 
-Pr. Paul Washer-
 
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

ouvindo a Palavra

Deus deu-nos uma nova vida. Nós damos-lhe essa vida de volta, como sacrifício vivo.
Paul Washer

Ouvi-lo ao vivo e a cores foi marcante. Um homem humilde, que fala de Cristo com uma paixão ardente, conhecendo quem Deus é e quem nós somos e que a nossa motivação para O amar a cada dia mais está no próprio Evangelho e em nada mais exterior a ele.
Pude observar nele três desejos. Primeiro, servir de corpo e alma o Deus soberano e santo, ansiando por conhecer mais e mais dEle. Segundo, que quem não conhece este Deus único possa vir a conhece-lo e a entregar a sua vida a Ele. Terceiro,  que os crentes entendam que a vida nova dada por Deus implica um viver inteiramente novo, brilhante e radical, rendido a Cristo e à Sua vontade, sempre.
Que o dia de amanhã chegue logo. Quero ouvir mais!

outono à espreita

[a caminho da escola dos meninos]

arranque do novo ano letivo


Samuel 4º ano, Jónatas 2º ano e mais um ano de pré para o Marcos, uma vez que faz anos em Dezembro, o que o torna um aluno condicional. Uma educadora que me pareceu muito querida e criativa, uma professora que se mantém super organizada e competente e uma professora nova para o Samuel, graças ao nosso bom sistema educativo. E as habituais auxiliares a destilarem carinho e simpatia em cada canto.
Que comece a aventura!

sábado, 14 de setembro de 2013

amor

As torradas, o chá e a canja têm-se multiplicado nos últimos dias por aqui. O vírus espalhou-se pela malta toda. Escapou o Flippy e eu, ao que parece.
Mas é nos dias caóticos, em que a roupa para lavar cresce a cada segundo, o chão para limpar com despejos indesejados abunda, assim como as dores de barriga e cabeça, em que os olhos são tristes e cansados e cada um deles necessita de uma atenção extra, que sinto de uma forma muito especial o amor do Pai a segurar-nos, quer na energia que em mim vai renovando, após noites sem dormir, quer nos laços que se fortalecem entre nós. Os dias mais difíceis são perfeitos para demonstrarmos o amor que nutrimos uns pelos outros e para evidenciar aos nossos filhos um amor ainda maior, o amor de Deus por cada um de nós, lembrando que os nossos dias estão nas Suas mãos.
Grata pelo Seu cuidado, pela Sua fidelidade, que sempre nos dá mais do que merecemos.
 
365 dias a agradecer aqui.

está quase!

O novo ano letivo está aí, ao virar do fim-de-semana. Explora-se os livros e aguarda-se.
 
[o desafio com a sis continua no small complexities.]

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

em baixo de forma

 [foto tlm]
 
O Jónatas passou uma noite e um dia no hospital, devido a um vírus que atacou feio. Como é habitual nele, foi corajoso e paciente. Estamos gratos por tê-lo de regresso a casa, ainda que a recuperar e pela sua confiança num Deus que cuida e guarda. Nestas ocasiões, dou também muitas graças pelo acesso fácil que temos a assistência médica, em comparação a outros pontos do planeta.


 
Jojó, ao saber que tem um vírus.
"Pensava que vírus era só no computador!"

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

amizade é

comentar num sábado com duas amigas o quanto gosto de figos. no domingo receber duas caixas cheias deles.
[obrigada Inês e Nádia]
 

continua a fase do cabelo em pé