terça-feira, 20 de novembro de 2007

Danny e Ana


Esqueci-me mais uma vez de carregar a bateria da máquina e estas foram as únicas fotos que consegui tirar antes da máquina apagar de vez. Entretanto estou a aguardar que uma certa enina me envie algumas, mas tá difícil. A igreja estava decorada com bonitas borboletas, uma voou até minha casa... eh! (deram-me). Ainda me lembro do Danny ir a minha casa pequenito e passar horas a brincar com o lego e de ser monitora no ABS de ambos, de vê-los crescer, apaixonarem-se... foi bonito! Foi muito bom partilhar este dia tão especial com eles, apesar de no final da cerimónia não ter bem a certeza se ía para a quinta se para o hospital, pois as contracções começaram a apertar. Para mim, o ponto alto do dia foi a entrada da noiva na igreja ao som da canção "You Raise me up", cantada pela Jodie. Perfeito! Para os meus filhotes, o ponto alto foi o percurso entre a casa da Ana e a igreja, em que os carros íam a buzinar. Eles também apitaram: "pi-pi! pi-pi!"
No final do dia, no regresso a casa, o Sammy perguntou-nos:
"Tu e o papá já casaram?"
"Já, filho!"
"E porque é que eu não vi?!"- perguntou ele indignado.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Foi marcante...

Definitivamente o ABS marcou os meus filhos para a vida... especialmente para a vida das refeições. À hora de almoço temos sempre uma sessão de "lá vai sopa!" Gritam com todas as forças e batem na mesa, acho que toda a vizinhança ouve: "LÁ VAI SOPA!!!"... E só termina quando a comida chega à mesa, enfim... valores mais altos se levantam!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Recordando...

Enjoy it!...

Parabéns maninho!

Talvez vocês também tenham aquele grupo bem pequeno de pessoas que simplesmente não conseguem "admitir" que sofram. O meu mano foi a primeira pessoa, antes de todos, a entrar para esse meu pequeno grupo. Vê-lo sofrer doi mais em mim e faria qualquer coisa para retirar dele qualquer tristeza. O meu mano ensinou-me uma série de coisas: a amar a música (cresci ao som de Roupa Nova, Roberto Carlos, Simone, Mafalda Veiga e outros tantos mais); a gostar de filmes e séries como "Os 3 Duques", "Dempsey and Makepeace", "Fame", "Balada de Hill Sreet", "Repórter da Meia Noite" e mais algumas; a apreciar cinema(desde pequena que me levava ao grande ecrã), a conhecer Lisboa e aprender a respirá-la, a gostar do Benfica, a amar estar ao pé do mar e ver o pôr do sol, o gosto pela poesia das coisas, por escrever, ler e mais um camião de coisas. A hora em que chegava a casa era uma festa e sempre corria para abraçá-lo. Também me ensinou coisas práticas como encontrar os chocolates que a nossa mamã cuidadosamente escondia ( sabe-se lá porquê). Revirávamos panelas e roupeiros e os marotos sempre acabavam por se render. Com ele viciei-me nos copos de leite gelado, nas maçãs smith com pele, na peanut butter com queijo e doce, nas castanhas piladas e... nos Martinis... shiuu!!!! As castanhas assadas na rua também me foram apresentadas por ele. Lembro um dia em que as foi comendo, dizendo que me avisava quando encontrasse uma boa. Comeu-as todas, mas no final foi comprar mais meia dúzia para a mana que pacientemnte esperava por uma que não estivesse estragada. Desde criança que o meu mano era o meu herói e, de certa forma, continua a sê-lo. Pela sua dedicação ao Senhor e paixão pela obra, pela sua coragem de continuar e de sempre "dar volta às coisas" e seguir em frente mesmo quando o caminho não é assim tão claro, pela sua espontaneadade, humor, loucura, inteligência, simpatia e à vontade com os outros, capacidade de "encaixe", pela forma como escreve, pela sua criatividade, doçura e tantas mais coisas. Mas, antes de mais, porque é o meu mano e só isso basta! (I wish you from the bottom of my heart all the hapiness and joy. Always love you more and more...)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Últimas...

Ontem de manhã fui ao hospital ter com a minha médica. As contracções tornaram a aumentar na última semana e ao fazer o CTG ainda fui surpreendida e quase que fiquei por lá. Estava repleto de contracções, mas como só tinha 1 cm de dilatação mandou-me para casa e pediu para voltar na próxima segunda, se nada acontecer até lá. A verdade é que as contracções já não param, estou à espera do momento em que ficam mais fortes para voltar. É estranha a espera e saber que tudo se pode desenrolar a qualquer momento. Esta noite sonhei que entrava em trabalho de parto. A médica pediu ainda novas análises para saber exactamente como está a anemia, a fim de decidir se me vai dar ferro antes do parto. E agora é só aguardar...

Um dia em cheio!

No sábado saímos de casa logo a seguir ao pequeno almoço com rumo a Monsanto. Estivémos lá praticamente toda a manhã em diversas actividades com os miúdos num cantinho apetecível. Começaram nas pinturas, prepararam comida na cozinha (o Jojó gostou especialmente do microondas), desenharam com lápis de cera, cortaram, colaram, leram livros e fizeram diversos puzzles e jogos. A mistura de tintas no final teve a sua piada...
Cortando e fazendo diversas colagens.

Depois de almoçarmos no Mac e darmos uma volta de carro pela linha de Cascais para eu ver e sentir o cheiro do mar enquanto eles dormiam, fomos para Lisboa. Tinha saudades de andar por lá. Da confusão, das pessoas, dos cheiros... da paisagem urbana à qual me habituei desde pequena e que é tão diferente do local onde moro agora. A vodafone estava a dar castanhas assadas. Tivémos que esperar um bocadinho na fila, mas valeu a pena, estavam bem quentinhas quando as comemos e o Sammy teve oportunidade de sentar e ver de perto como eram feitas.
O Jonatas olhava de boca aberta para tudo o que o rodeava. Acho que nunca havia presenciado tamanha agitação na rua. Admirava os autocarros que passavam, as pessoas a conversar, os pombos a passear, as luzes, enfim... mesmo tudo! Sempre que via um pombo ou um cão piscava-lhes os olhos.
O Sammy a admirar o relógio na rua Augusta e a comer um delicioso waffle. Acho que esta foi a rua que mais o cativou devido a tantos atractivos que nunca tinha visto, como o "homem estátua". Fomos dar uma moeda e o senhor fez a respectiva vénia de agradecimento. O Sammy voltou lá para dar-lhe outra, largou a moeda e desatou a correr com medo. Mais tarde, no Chiado vimos uma senhora pedinte. O Sammy pergunou-me:"Aquela mexe?" Também gostou de ver os músicos e artistas de rua e o cão que segura uma caixa de moedas que alguém vai largando...
Andámos com eles de eléctrico pela primeira vez até ao jardim da Estrela. O Sammy desfrutou o passeio à janela todo empolgado. Nas descidas dizia que parecia um escorrega. Brincámos no parque do Jardim da Estrela e demos comida aos patos e pavões. Havia uns patos mais ousados que se chegavam bem perto para receber comida o que assustou um bocadito o Jojó. Nada de confianças desnecessárias...
Foi bom respirar o ar da noite e apresentar a eles tanta coisa nova!...



sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Fall...

Esta semana dei um passeio com o Sammy pelas redondezas e fui presenteada com a beleza da natureza nesta época. Foi mesmo revigorante! Fomos até a um parque um pouco mais longe de casa que tinha visto um dia ao passar de carro. Já não me lembrava exactamente onde era, por isso andámos perdidos pelas ruas, o que foi bom, pois acabámos por conhecer e ver uma série de pequenas coisas que marcaram a diferença no nosso passeio.



Adoro enterrar os pés num chão de folhas fofo!


Descobrimos algumas casas abandonadas, o que me fez recordar os livros dos "Cinco" que lia na minha adolescência. Algumas tinham um ar bem misterioso, o que nos fazia interrogar sobre a sua história.O Sammy perguntava porque é que as pessoas já não moravam lá e se já não havia comida, nem camas, etc.
Tenho saudades de beber água fresca tirada de um poço. Recordo-me bem de ir buscar água ao poço com a minha vovó Margarida, a casa do tio António na Farinha Branca.
Gostei muito do parque, bem maior do que aquele que conhecíamos ao pé da nossa casa, com árvores grandes e até encontrámos um menino para brincar, coisa que nunca aconteceu no outro. Quando o menino abriu o portão para ir embora o Sammy gritou-lhe: "Não vás embora, meu amigo!"





No regreso a casa, por volta das 17:30, fui invadida por cheiros diversos que se misturavam na perfeição. A característica frescura do final de tarde de Outono, o cheiro das laranjeiras e limoeiros carregados, de flores variadas que espreitavam nos jardins das casas, o aroma da preparação de jantares que saltava das janelas abertas e tudo isto acompanhado por um céu alaranjado que seguimos até chegar a casa. Não encontrámos nenhum lugar para comprar um gelado, mas no final não nos importámos e preparámos umas belas torradas com chá e café quando chegámos.