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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

oasis que permite sonhar...

Sabe bem encontrar pedaços como este no meio da cidade. No domingo, eu e o Sammy passeámos entre muitas flores amarelas, ou seja, entre muitas azedas. Ouvimos o silêncio, por vezes interrompido pelo canto de um pássaro ou por uma buzina ao longe, muito longe... não sei se pela distância, se pelo "recanto" à parte onde nos encontrávamos, alheios ao resto do mundo... sem pressa de regressar.




Provavelmente não fui a única que em miúda gostava de andar sobre o lancil do passeio. Mas provavelmete, serei das poucas que ainda continua a fazê-lo depois de crescer. Gosto. Antes, imaginava-me a andar num barco, ou sobre uma ponte estreita, podendo cair na água ao mais pequeno desequilíbrio, ou então sobre uma corda que me levaria a uma casa na árvore, no meio da foresta. Hoje... imagino que sou criança.

sábado, 23 de janeiro de 2010

domingo, 8 de março de 2009

Domingo

Continuámos hoje o nosso "retiro sem os miúdos" e assim, o domingo foi diferente do habitual. De manhã parámos o carro à beira da estrada, algures pelos lados de Sintra e explorámos a vegetação densa da zona. Fizémos a meditação a dois e respirámos o silêncio.



O almoço e o resto do dia foi passado em casa dos amigos Filipinho e Kelly. A tarde foi cheia de conversa, música e mais música... tão bom! (foi óptimo estarmos juntos, o afilhado está prometido na próxima semana.)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sentimentos que perduram

A minha mãe ligou-me na sexta-feira à tarde, chamando a minha atenção para o canal da tvi, onde estavam a falar sobre o bairro onde eu nasci e cresci, em Lisboa. Reconheci o senhor que falava no programa apresentado pela Júlia Pinheiro, com visível orgulho de morar no bairro há já 28 anos. Era um amigo do meu pai, que arranjava o jardim perto da igreja e ajudou a semear o jardim da nossa praceta logo no início (fazer canteiros, plantar, etc). Não pude deixar de sentir o seu entusiasmo e emoção ao falar do bairro e de me rever em tanto do que por ele foi dito. Senti-me como se nunca tivesse saído de lá, como se continuasse a lá viver e descobri o que acho já há muito saber: nunca vou amar e me identificar tanto com um local onde viva e ter aquele sentimento de pertencer e conhecer um lugar como o que tive durante os 18 anos que lá vivi. Recordei o que um professor meu de Geografia disse, tinha eu 14 anos: a importância de sentir que pertencemos ao local onde vivemos, em olharmos em redor e nos sentirmos familiarizados com o que vemos, em conhecermos o senhor do pão, o vizinho e uma série de outros detalhes que nos fazem sentir em casa, em segurança e acompanhados tem uma importância extrema. eu acrescento que ter e sentir isso, nem que seja apenas uma vez, é um tremendo privilégio.
No sábado à tarde, peguei na minha máquina e fui tirando fotografias aqui e ali até casa do meu mano. É uma das maneiras que tenho para me concentrar no momento e no que está à minha volta, refrescando os meus pensamentos. Olhar à minha volta com olhos e ouvidos atentos, descobrindo detalhes, cores...



Ao chegar a casa do meu mano deparei-me com uma série de LPs (aquela coisa gigante, em vias de extinção que necessita de um gira- discos) espalhados pela sala e reconheci a cara da maioria deles. Oh... por momentos senti-me pequenina outra vez e tive vontade de ouvi-los todos. Músicas que sei de cor até hoje e que marcaram a minha infância e adolescência. (Mano: obrigada por toda a música que trouxeste desde cedo até mim). E regressei a casa cantarolando músicas que não oiço há quase 20 anos.



sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Caminhada pelo desconhecido...

O passeio continuou com uma caminhada por caminhos desconhecidos, tentando seguir o rasto das ovelhas. Interessante como ainda encontramos quintas e pedaços de cenários de campo no meio das urbanizações. São uma lufada de ar fresco e apelo à quietude. Gosto de caminhar, de descobrir... Ficámos a saber que é uma boa zona para apanhar amoras no Verão.








Subir às árvores é sem dúvida uma das coisas que o Sammy mais gosta de fazer. Será Tom Sawyer a mais?!




Há algo nas casas abandonadas que sempre me fascinou. Gosto de pensar e imaginar a história delas e das pessoas que nelas moraram, das vidas. Também me recordam os livros "Os Cinco" que devorava em adolescente. Casas abandonadas cheiram a mistério!


Na volta, a sis preparou-me um frasquito de aveia com passas, iogurte natural e compota de maçã com um saborzinho a canela. Deliciosa mistura! Os miúdos chegaram ao final do dia de rastos e o Jojó acabou mesmo por adormecer. Mas antes de virmos embora, ainda houve tempo para mostrar ao Jonatas Luzia "os cavalinhos", por insistência do Sammy

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Manhã de sábado

Gostamos de sair com os miúdos e deixá-los "soltos". Carregámos o carro com as biciclectas e lá fomos nós. O Sammy tinha pedido para ver vaquinhas. Disse-lhe que naquele dia não era possível, então pediu para ver ovelhas. "Um... e se hoje ficássemos pelos patos?" (sugeri eu) "Está bem!"