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domingo, 10 de agosto de 2014

descansando...


Este hino tem sido escolhido nas últimas reuniões a que assisti. Acaso? Não me parece.

Que consolação tem meu coração,
descansando no poder de Deus!
Ele tem prazer em me proteger,
descansando no poder de Deus.

Descansando nos eternos braços do meu Deus.
Vou seguro, descansando no poder de Deus.

Sempre avente vou, bem contente estou,
descansando no poder de Deus.
Tudo hei de vencer pelo Seu poder,
descansando no poder de Deus.

Não recearei, nada temerei,
descansando no poder de Deus.
Tenho paz e amor junto ao meu Senhor,
descansando no poder de Deus.

Lutas sem cessar hei de atravessar, 
descansando no poder de Deus.
Não me deixará, mas me susterá
descansando no poder de Deus.

[letra Cantor Cristão]

sexta-feira, 11 de julho de 2014

luz que acaricia


Os finais do dia são saborosos nesta estação do ano. Na verdade, para mim, os finais do dia de qualquer estação são bem acolhidos. Gosto do entardecer. Ponto. Se no Outono me apetece ouvir jazz, enquanto bebo um chá ou espero um bolo sair do forno, no Verão, a luz e temperatura chamam-me lá para fora, onde de perto gosto de beber devagar o desmaio do sol. Abraço os dias longos com aquela sensação da vida andar mais devagar. E se ela assim parece caminhar, também os pensamentos poderão ter mais espaço e tempo para se comporem.


Esta noite falava com alguém acerca de graça e do quanto mais dela aprendemos quando somos pais. Ver estampado nas ações dos nossos filhos aquilo de que somos feitos, mas depois verificar aos poucos o trabalho que Deus vai fazendo nos seus corações é pura graça, que nos transcende. Através dela, Deus trabalha não apenas nos nossos filhos, mas também em nós. Somos tão limitados nas nossas capacidades, que o pouco que podemos pensar acerca de nós chega a ser ridículo. Tenho aprendido que temos, como pais, a responsabilidade de ensinar os nossos filhos, de lhes mostrar mais da glória e amor de Deus, mas que, há muito pouco que na realidade depende de nós. Transformação pode ser um desejo nosso, mas está fora das nossas mãos consegui-la. A obra misteriosa que é feita no coração dos nossos filhos, a sua proteção e caminho estão além de nós. E ainda bem que assim é. Ser mãe foi a maneira mais eficaz que Deus me deu para entender profundamente o quão pequena e limitada sou e o quanto preciso depender dEle. É um salto de fé, a cada dia. E os dias mais difíceis são levados por Aquele que nos carrega.
 
 


terça-feira, 6 de maio de 2014

pausa.

gelado de macarron e de iogurte com mel e nozes.

segunda-feira, 24 de março de 2014

há coisas que não mudam.

Em miúda-adolescente era provável encontrarem-me muitas vezes assim. Eu, em qualquer lado, de livro na mão.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

chama-se Mimi

Tenho-a há quase trinta anos. Foi-me oferecida por uma senhora na Escócia, quando o meu pai esteve a pregar no pais durante algumas semanas. Ainda hoje sinto a mesma suavidade e doçura quando a abraço. Esteve comigo em Inglaterra quando frequentei lá a escola primária durante algum tempo. Dei-lhe o nome de Mimi, por causa do Sítio do Picapau Amarelo e desta boneca.



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

gosto

de andar descalça em pleno outono.
 
 
e o céu de outubro continua a ser guardado aqui.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

sem piu

No sábado à noite a minha voz foi fazer uma viagem e ainda não voltou. Lá apanhou bons ares para outros lados.
Isto de tentar fazer-me entender sem pronunciar palavras audíveis tem muito que se lhe diga e pode ser mesmo um desafio. Quando se está em casa com três crianças e as tarefas e actividades sucedem-se, o silêncio não é de todo uma opção. Lá tenho tentado de todas as maneiras possíveis comunicar. Vou falando em segredo, apesar desse esforço deixar-me exausta. Já fiquei rouca anteriormente, até um pouco afónica, mas não me lembro de alguma vez ter estado assim.
Porém, como em quase tudo na vida, tenho tido oportunidade de observar coisas interessantes.
Nas reacções dos outros à minha incapacidade ou dificuldade em comunicar, aprendo também um pouco acerca de cada um. Ora vamos lá então partilhar as pérolas que tenho constatado. Há as pessoas impacientes, que parecem pensar "ai, que maçada esta dificuldade e que pachorra é preciso para lhe entender!" Depois há as bem educadas, que sorriem como se estivessem a perceber tudo o que digo, acenando com a cabeça, mas mostrando claramente com o olhar que não entenderam nada. Também há as que fogem, só para não passarem pelo teste de me entender ou não. As que têm vergonha, não sei bem do quê, mas que sorriem e nada dizem, com um receio misterioso de apanhar algo estranho. Há ainda as que enquanto esperam que eu acabe parecem dizer "vá, despacha-te lá, que isto é uma seca!" E depois há as raras, que, cheias de paciência e cuidado, realmente escutam e tentam perceber-me. As que perdem mais uns minutos a ouvir.
A diferença é sempre recebida com dificuldade, raramente com naturalidade.

Mas também tenho aprendido sobre mim. E percebido que, diariamente, com os meus filhos, há coisas que posso evitar dizer, que são desnecessárias. Posso ralhar menos, sem dúvida. O silêncio, por vezes, é uma opção sábia e traz consigo harmonia e alegria. Às vezes, ouvir é suficiente.

Desabafos dos filhos por estes dias:

Marcos: Vais ficar assim para sempre?!?
Jojó: Já tenho saudades da tua voz, mamã!
Samuel: Esta noite não vais cantar, pois não, mamã?... Ufa!
Marcos: Eu não percebo o que dizes!
Samuel: Venham, eu traduzo!
Jojó: Vá, faz um desenho. Depois eu venho ver.

sábado, 25 de maio de 2013

prazer antigo

Sentir o vento enquanto ando de carro.