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segunda-feira, 29 de agosto de 2016
just show up!
Haveria muito a dizer sobre este livro . Na sua simplicidade fala acerca de algo que por vezes parece tão difícil, até para os que julgam estar a conseguir faze-lo. Porque isto de ser amigo presente tem muito que se lhe diga e, no entanto, é tão simples. Traz alegria e sacrifício de mãos dadas. Traz a bênção e o coração de Deus.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
abrigo
Sentar-me debaixo dela por alguns minutos. Abrir um livro. Fechar a realidade que me rodeia por um bocadinho e viajar. Atravessar continentes. Ver outras gentes. Sentir o oceano e o sol. Sempre, sempre escondida pelos ramos fortes desta árvore que me abriga.
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
o Marcos e o Super Cat
O Marcos descobriu há uma semanas os livros do Super Cat. Não sei se pela sua paixão por gatos, se pelo humor da escrita, o certo é que a coleção cativou-o por completo. Foi vê-lo devorar os dois livros existentes em português num instantinho. Levou-os para a escola e passou intervalos a ler, no degrau em frente da sala, contou-me a prima. À mesa, antes de começar o jantar, à noite na cama, na sala de espera da pediatra e até mesmo durante a consulta e observação, em qualquer canto, era vê-lo de livro na mão, alheio a tudo o resto. Para mim, uma mãe que ama livros e não está propriamente habituada a ver os filhos grudados na leitura, foi uma alegria boa de viver. Ria-se sozinho e de vez em quando chamava os manos ou a mim para ler um excerto que o tinha feito rir. Deverá ser coisa de manos, pois de todas as vezes que eram chamados achavam piada ao que ouviam, não sei se pelo que lhes era lido, se pelo riso perdido do Marcos ao reler. Uma vez, colocou uma cadeira no meio da cozinha, enquanto eu preparava o jantar e leu alto para mim. Lidos os dois livros da coleção, aguardamos o terceiro.
Livros...coisa boa!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
das ajudas bonitas que os manos dão...
Há quase sempre leituras na cama, após o culto doméstico e o deitar. Podem ser feitas em conjunto, só entre eles ou individualmente, depende do livro, da ocasião. Durante as férias deparei-me com este cenário nos quartos e não pude deixar de sorrir.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
confissão
Não é bom quando chegamos aquela fase da maternidade em que já conseguimos ler uma página inteira de um livro sem tirarmos os olhos dele? Desfrutei cada pedacinho da brisa na cara, das palavras escritas que me fizeram vaguear por outros continentes. De vez em quando era trazida de volta pelas gargalhadas dos meus quatro, num vaivém saboroso.
Andámos por aqui.
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quarta-feira, 29 de julho de 2015
ao pé do mar
Ir correr e acabar o dia junto do mar. Ler. Olhar o céu de gaivotas e aviões. Respirar fundo e devagar. Sem pressas.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
das ajudas boas que os manos dão.
Sempre que o Marcos está a ler sozinho, o Jojó coloca a cadeira junto dele para estar por perto e ajudar sempre que necessário com uma palavra ou som mais difícil. Quando olho, ele já lá está, a postos. E penso... é isto! A postos, prontos, mesmo antes do outro precisar de nós ou mesmo quando precisa e ainda não o sabe. Ali, lado a lado no caminho, com paciência. Chama-se amor.
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
leituras à mesa
O Tim tem um jeito especial para fazer vozes. Dá vida a fantoches e personagens de livros com uma naturalidade que me cativa, a mim... e aos miúdos.
Enquanto aguardavam o jantar atrasado, ouviram o papá ler as aventuras do Tom Sawyer. Foi o delírio!
[Livro aqui.]
[Livro aqui.]
sexta-feira, 8 de maio de 2015
suficiente
Porque a mudança não tem necessariamente de acontecer à nossa volta, nos outros ou nas circunstâncias. Basta acontecer dentro de nós. Fé que se vive, apesar daquilo que não se vê.
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
terça-feira, 28 de abril de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
expressão de amor.
"As pessoas caíam-lhe no goto- como se o que acontecia àquelas com quem falava lhe passasse a acontecer, então, a ela."
Flannery O'Connor
domingo, 26 de abril de 2015
alegria em meio à dor.
Lembro-me como se hoje fosse da noite em que o meu irmão ligou a dizer que a nossa avó Guida tinha partido para o Senhor. Janeiro de 2002. Estava com o Tim em Espanha, onde ele tirava um curso de uma semana. Minutos antes tínhamos visto nevar pela primeira vez. 10 minutos. Prenda de Deus antes da notícia via telefone. No manhã seguinte dei comigo sozinha no parque gelado, a olhar a montanha no horizonte com os cumes cobertos de neve. A primeira manhã do resto da minha vida. Na viagem de comboio Madrid-Lisboa li o livro que pertencera à minha avó, "Na casa de meu Pai", da Corrie Ten Boom. Nessa viagem, feita durante a noite, as seguintes palavras ficaram impressas no meu coração:
"William disse:
-Vamos até à praia para gozar de tão glorioso dia!- e começou a entoar em alta voz uma música de Bach.
De algum modo era aceitável o regozijo íntimo; entretanto, não achava correto exteriorizar tais sentimentos.
-William, como podes tu agir dessa maneira? Tia Bep acaba de falecer; não devias mostrar-te tão alegre!...
-É claro que devemos estar alegres, Corrie. Um filho de Deus é um cidadão dos céus; a atitude do cristão deve ser de louvor diante da morte de alguém. O nosso pesar pela morte da tia Bep seria um tipo de egoísmo da nossa parte, assim como se sofrêssemos por nós mesmos.
Cheguei a Lisboa com o coração cheio de paz e com uma alegria íntima que não conseguia explicar. Por este simples e maravilhoso facto: saber que a vovó que eu tanto amava estava com o Senhor, em perfeito gozo, melhor do que jamais estivera! A alegria em saber que estava perfeitamente feliz tornara-se maior que a minha tristeza, algures, naquela viagem de comboio.
terça-feira, 14 de abril de 2015
pequeno-almoço a 2.
No sábado de manhã o Jojó teve um jogo fora e a concentração era às 7:30. Por norma fazemos as maluquices todos juntos, mas desta vez fiquei em casa com o mais novo, até porque tinha coisas para preparar para o dia seguinte. Tomámos o pequeno-almoço tranquilamente. Entre uma dentada e outra partilhou histórias da escola. Aquelas coisas preciosas e importantíssimas que eles sabem contar tão bem. Seguiram-se as leituras matinais, uma chávena de café e ver um livro de infância em novas mãos, tão pequenas quanto as minhas noutra era. Porque a minha infância está tão viva em mim quanto distante. Engraçado como o facto de senti-la cada vez mais longe, "há tanto tempo atrás", não apaga os cheiros, nem as lembranças e gratidão da mesma. Como se lê no livro que o Marcos segura: "Deus cuida de mim!" Isso basta.
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