sábado, 7 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Hoje... especialmente para ti!

Sim... já posso?PARABÉNS, padrinho Miguel! Se tivesses cá íamos os dois comer uma pratada de cerelac!
Eu posso esperar que voltes para comer...
Estava a brincar! Não aguento!

Meio Ano!

O Marcos fez ontem, dia 3, seis mesitos e está a desenvolver-se a olhos vistos, bem, pelo menos aos meus olhos. Já demonstra bem se a sopa lhe agrada ou não, recusando comer e chorando quando não gosta. Quando não lhe apetece, cerra os lábios e sorri.(irressistível!) Come com verdadeiro agrado a papa, a sopa (com excepção de uma com aipo e várias couves que fiz), a fruta, o iogurte (sempre dois e... ainda fica a chorar, tenho sempre que acrescentar mais alguma coisa). Será que vem por aí outro Jojó?
Se o tiram do meu colo e não está para "aí virado", chora, calando-se quando retorna. Se tem sono, não está comigo e entretanto ouve a minha voz, também chora, como que a chamar. E já se vira quando não quer sair do meu colo. São pequenos promenores que, sendo este o meu terceiro, dou ainda mais atenção. Lembro-me que quando ele nasceu e estava no hospital ( tinha eu a mesa do quarto cheia com máqina fotográfica, câmera de filmar, carregadores e bloco de notas), uma enfermeira passou e fez a seguinte observação: "É o primeiro filho!" É claro que eu respondi que não, era o meu terceiro! Gosto de registrar e não perdi o entusiasmo em fazê-lo, tal como se fosse a primeira vez. Se da primeira vez (nascimento do Sammy) fiz tudo com grande euforia, acho que agora faço com mais carinho, simplesmente porque o sentimento de ser mãe tem crescido om eles.

Delicia-se com a companhia e atenção dos manos e dobra o riso com as palhaçadas deles. Está cada vez mais atento a tudo e a todos e adora estar lá fora, na rua e estar deitado no chão. Já dá voltas várias e desloca-se. Continua a gostar muito de colo, mas já fica no carrinho durante algum tempo, desde que esteja acompanhado. Sorri muito facilmente, o que torna impossível alguém estar aborrecido perto dele.


Às vezes perco-me a observar a forma como ele observa e vê o mundo. Ele realmente olha, vê, perde tempo a apreciar e a procurar os detalhes, cuidadosamente. Gira e dá voltas às coisas, olha de todos os ângulos. Isto faz-me pensar em como por vezes perdemos tanto por não termos tempo para realmente ver o que nos rodeia. Não sabemos apreciar e temos já tudo por garantido, perdemos o entusiasmo da descoberta que está tão presente nos bebés e nas crianças. Coisas simples, como as cores, o efeito do vento nas árvores, o som de algo. Há tanto que nos passa despercebido! Talvez por isso nem sempre reparemos quando alguém está triste, por exemplo (as crianças por norma são mais atentas a estas coisas). Sim, sim... já estou a divagar... é que gosto tanto de vê-lo a olhar o mundo com aqueles olhinhos curiosos e sedentos de descoberta! Também eu tenho tentado olhar mais, correr menos, deslumbrar-me outra vez com a vida! Recentemente li o seguinte: "Sometimes there is so much beauty in the world, i can´t even stand it."

Agradável surpresa!

A Susana, o Simão e a Jéssica apareceram cá em casa durante a tarde de ontem para delírio do Sammy que passava o tempo a perguntar quando é que o Simão vinha cá outra vez. Hoje, andou a preparar uma prendita para lhe dar e até a embrulhou. Valeu, Susa!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Segunda

"Podemos contar ao papá como foi o nosso dia no computador?"- perguntou-me o Sammy. Então cá vai um pouco daquilo que foi feito ontem por estas bandas.O amanhecer começou com todos na mesma cama, como vem sendo habitual, com mimos e conversas sem muito nexo... afinal de contas ainda era cedo...


Tarefas no jardim onde todos ajudaram... bem, quase todos, o Marcos bateu uma soneca durante. Tratar da pilha de roupa...
Depois da sesta, fomos passear com direito a paragens em dois parques diferentes e muitas pequenas paragens para apanhar pedrinhas, paus e flores para o nosso cantinho da natureza (explico mais tarde o que é.)




O Marcos passou o tempo hipnotizado com as folhas das árvores que mexiam com o vento. A minha mãe contava que eu em pequena passava muito tempo a olhar para o mesmo, para uma árvore que havia nas traseiras da minha casa, a olhar as folhas a mexerem. Engraçado... ainda hoje gosto!

Acrobacias várias com muitos saltos à mistura. No final do dia o cansaço de todos era visível. Nada como cansá-los bastante de dia para adormecerem mais rápido à noite! Bem, teria resultado se tivesse cá o papá, sozinha é mais complicadito adormecer e sossegar todos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Brincadeiras e Traquinices

Monotomia é uma palavra verdadeiramente desconhecida aqui cá por casa. As surpresas estão em cada canto, as brincadeiras são inventadas a cada instante. Deixo-vos com algumas que "apanhei" na semana passada.










Para o papá que...

... teima em pôr o cabelo do filhote para a esquerda, enquanto a mamã empurra para a direita. O miúdo já anda tonto! Na ausência do papá, resolvemos a questão.Primeiro pareceu surpreendido, mas acho que acabou por concordar com a decisão da mamã. "No meio. Boa! Assim há um certo equilíbrio!"

domingo, 1 de junho de 2008

Ser Criança...

Perguntei hoje ao Sammy o que era para ele ser criança. Respondeu:
- É ser menino!
- E o que é que é ser menino?- continuei
- É uma coisa só prós pequeninos!

Durante a semana tinha-lhe perguntado o que gostaria de fazer no dia de hoje à tarde, após a reunião na igreja. A sua resposta foi: "Apanhar flores!" Bem, o dia esteve longe de correr como tinhamos planeado, tivémos que adiar os planos de hoje por algumas razões. Mas, as flores foram apanhadas!




A todos os meninos e meninas que me fizeram sorrir ao longo dos anos e em especial aos meus filhotes, Samuel, Jonatas e Marcos. Porque diariamente os vossos olhos dizem e ensinam-me tanta coisa...
" O problema dos olhos dos meninos é que não podem mentir. São uma coisa que está sempre à beira de poder ser vista, como um vidro que deixa passar tudo, porque não embacia ou tem cortina. Se olharmos bem está lá tudo a cada instante, desde uma alegria feliz, a uma tristeza escura, mais um convite de poder ficar alguns minutos ou trinta saudades de partida. E nós podemos lá estar, fazer tudo e já ou responder, que nunca dá e falta sempre qualquer coisa. E por isso vamos, depois do resto, buscar tanta coisa a outro lado, que até se calhar não existe ou é mentira, ou nunca é assim, como esse vidro de uma janela sem fim. Deve ser por isso que quando nascemos só os podemos ter de três cores, que são todas de coisas importantes, grandes e infinitas: azuis como o céu e o mar; castanhos como a terra que não acaba ou verdes como as árvores e a natureza.
O problema dos olhos dos meninos é afinal os nossos olhos. Porque só vêem o que querem ver e, por isso, nunca são como os deles."
- Pedro Strecht-