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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

das noites em claro.

Quando uma gata não nos deixa dormir, mais vale nos rendermos e nos juntarmos a ela. Tivemos que conter as gargalhadas a meio da noite, ao vê-la perplexa a olhar para a própria sombra e a tentar apanhá-la, gigante. Depois, corria disparada à volta do quarto, vezes sem conta. Descansava uns segundos e voltava à carga.
Numa noite de verão alentejano, dormir com as janelas abertas e ver a luz romper devagar entre a escuridão da noite, é um privilégio. Um viva à gata Beca!



doce Ilda

Temos uma amiga que nos recebe em sua casa todos os verões, de coração aberto. O carinho multiplica-se ano após anos.
Uma das recordações mais vivas que tenho da Ilda foi passada num ABS Jovens, tinha eu uns 7 anos. Eu, que permanecia por lá nos três turnos, fiquei com ela no quarto uma semana. Durante a noite um jovem entrou no nosso quarto para pregar as partidas habituais da altura. Encheu a minha cabeça de pasta de dentes e espuma da barba, pensando tratar-se da Ilda. Ambas tinhamos a cara magrinha e estava escuro. O que melhor recordo dessa noite foi a delicadeza com que, com muita paciência,  a meio da noite, a Ilda me lavou a cabeça com a água gelada do poço nos bidons azuis.
Anossa amizade foi crescendo ao longo dos anos e a sua disponibilidade para a minha família também. É uma casa de bonecas, a que tem. Pequena, onde para além dos filhos que nas férias por lá estão, mora também a cadela Milú, a gata Beca e mais uns quantos gatos que entram e saem. O coração desta mulher sabe acolher e nós gostamos dela aos molhos grandes.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

uma tarde de ténis





Jogar ténis ao preço da chuva e ler um bom livro. Há tardes simples. Há tardes boas.

moinhos.



Os moinhos em Ponte de Sôr eram um ponto de paragem no Inverno e na Primavera, em férias e em alguns retiros do ABS. A água corre em abundância nessas alturas. No Verão, o silêncio é maior.
É sempre interessante voltarmos aos mesmos locais anos depois, em circunstâncias diferentes.







terça-feira, 1 de setembro de 2015

viajar no tempo é aqui.

 
Confesso que foi custoso tirarem-nos de lá, a mim e aos miúdos. Conseguimos facilmente imaginar que estamos num teletransporte e que viajamos para outra dimensão do tempo. Porque a imaginação é essencial aos nossos dias e tem tantos caminhos.



 




novos locais

Um canto agradável, pede um boa companhia.
 



sexta feira, meia noite em Ponte de Sôr? boleimas quentes, claro!

 
Cresci a come-las no Verão. O gosto vai passando de geração em geração.

alentejo do coração

 
Estar no Alentejo é chegar a casa. É alcançar as raízes da minha família, a minha infância e adolescência. É também rever amigos queridos. É respirar o ar quente de verão tão peculiar. É sentir o tempo mais devagar e doce.
Como habitualmente, estivemos uns dias em casa da amiga Ilda, que tem sempre a casa e o coração aberto para nós e nos faz sentir amados. Grata.




 

há qualquer coisa nelas...




 
A estação de Ponte de Sôr foi em tempos uma estação de comboios em funcionamento pleno. Hoje, pelo que sei, limita-se a transportar madeira.
Há algo de belo e arrisco-me a dizer romântico, numa estação de comboios. Provavelmente culpa da literatura e do cinema, não sei, mas desde miúda que sou fascinada por elas. O ir, o chegar, as despedidas, os encontros e reencontros, os abraços sentidos, as palavras trocadas com cheiro a viagem, os relógios antigos que ditam as partidas. Um mundo de histórias e personagens juntos num mesmo local. Vidas cruzadas a passos largos ou saboreadas ao ritmo de uma carruagem em andamento. Conversas interrompidas pelo apito do comboio. As malas cheias de esperança e sonhos tão grandes quanto a linha que os leva.