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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

click!

Atravessar a ponte Vasco da Gama à noite e dar de caras com a lua cheia a desmaiar sobre o rio. Voltar de imediato ao 4º andar da minha casa em Chelas, à janela da cozinha, onde durante anos observei a lua cheia refletida no Tejo. A casa em silêncio, a rua aparentemente parada, mas tanta vida nos prédios envolventes. Tanta vida no meu pensamento!
Há imagens que nos marcam e cenários que só podem ser avistados lá de cima, como se não encaixassem mais nenhum outro lugar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

café conSerto

Voltar ao bairro e igreja onde nasci e cresci terá sempre um cheiro a casa.
São os cenários, as caras, as árvores, os cheiros e os cantos familiares que preenchem de forma reconfortante a alma. São as raízes a virem ao de cima.
Desta vez, a viagem deu-se também através da música. Sendo da Zona J, cresci a ouvir música rap em cada canto, esquina, varanda, praceta e rua do bairro. Aprendi a entender, respeitar e amá-la. Também me ajudou a crescer, na medida em que relata muito a sociedade e o que nos rodeia. É um espelho duro e cru da realidade, da nossa ou da alheia, sem floreados. É o que é e essa honestidade cativa, comove e inspira-me.
Estivemos no café conSerto na igreja de Chelas. Recebi e dei abraços a amigos e irmãos em Cristo. Foi ainda melhor ver as pontes criadas com a malta do bairro que estava a assistir ao concerto.
Um final de tarde com sabor a esperança!
 
marcos best band, aqui e aqui.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

regresso

Faleceu um vizinho querido da praceta onde cresci, em Chelas. O vizinho Fernando. Um senhor bem-disposto e afável que passava os dias na sua cadeira de rodas, na praceta. Entrar e sair de casa significava obrigatoriamente passar por ele. Se precisávamos saber se alguém já tinha regressado a casa, bastava perguntar-lhe. Dois dedos de conversa. Um sorriso sincero. É assim que me lembro dele. Também recordo bastante bem os banhos de mangueira que nos dava no Verão. Partiu no sábado. A praceta pareceu-me mais escura.
Voltar à praceta onde cresci é sempre um acontecimento aconchegante, não importa a razão. Estive com vizinhos que não via desde os meus 18 anos. Caras envelhecidas, mas a  mesma expressão doce e alegre ao me verem. Reconheci nos rostos traços que os anos tentaram camuflar com algumas rugas. Os sorrisos mantém-se quentes. As histórias ainda se cruzam.
Regressar à casa dos pais da Nessa é quase como voltar à minha própria casa. Talvez pelas horas que lá passei na minha infância e adolescência. Os cheiros familiares, os cantos... tudo me abraçou como se nunca dali tivesse saído. Foi como voltar no dia seguinte.
 


terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Feels like home...

No domingo à tarde fomos à festa de Natal da igreja na Zona J. É interessante como ao entrar lá um sentimento de tranquilidade sempre toma conta de mim, tal como antes. É como um retornar a casa, a um porto seguro. As crianças e adolescentes estavam bastante animados e fui levada a relembrar as festas de Natal durante a minha infância e adolescência. O entusiasmo e nervoso miudinho estavam sempre presentes e, se o Lipe(Filipe Calado) estivesse por perto... muita risada. Lembro-me de uma peça em que tinhamos um diálogo juntos mas não podiamos olhar um para o outro ou desatávamos a rir sem parar. Recordei os ensaios até às tantas, a paciência da Sara e da Paula a tentar desesperadamente que os sinos badalassem para o mesmo lado: "Dlim, dlão, dlum! Dlum, dlim, dlão!..."A confusão que era quando nos hinos juntávamos as 4 vozes pela primeira vez após ensaiarmos em separado (como eu gostava de ter esses momentos gravados!), as famosas peças com seus trajes, adornos e música... e mais umas tantas coisas inesquecíveis que me aquecem o coração. Às vezes fico um bocadito triste por não acompanhar esta nova geraçao, os filhos da Sara, Tininha, Joel, etc. Sinto-me muito priviligiada pelos anos que passei em Chelas, pelas pessoas que Deus colocou no meu caminho, pelos amigos firmes, por tudo o que aprendi e pelas resmas de recordações e momentos que agora guardo comigo.


"This is the church i use to walk to
Dressed in my sunday best (...)
This is the church i was baptized in
Is where I first learn how to pray
In this church i was a wise man in a christmas play
(...) Sweet memories
Is the people who help you along...
Is a place to hide,
A place to be found
Is the bride of Christ
A place where you grow up
This is the church.

This is the church where i first learn music
Is where i fell in love with hymns
Even the ones with the big words (...)
The church where i come to understand
What i was and what i am.

The church is one fundation
Is Jesus Christ the Lord
She is His new creation(...)
From heaven He came and saw her
To be His only bride
And with His blood He bought her
And for her life He died!

Sweet memories...
Is the people who help you along the narrow way...
The place where you grow,
This is the church."

-Wes King-